No seu Plano de Acção para o Sector Eléctrico, o governo angolano apresenta uma estratégia para atingir uma taxa de electrificação de 60% até 2025, de uma taxa de 47% em 2020. A concretização dessa estratégia exigirá grandes avanços nas áreas rurais, onde a electrificação é estimada em menos de 10%. A pesquisa recente do Afrobarometer mostra que, enquanto cerca de dois terços dos Angolanos vivem em zonas servidas pela rede eléctrica, menos da metade desfrutam de um fornecimento confiável de electricidade, incluindo apenas um em cada 20 residentes rurais.
Principais conclusões:
- Cerca de dois terços (65%) dos Angolanos vivem em zonas servidas pela rede eléctrica nacional, mais 4 pontos percentuais desde 2019 (61%). Mas apenas 14% dos residentes rurais residem em zonas cobertas pela rede eléctrica, em comparação com 92% dos residentes urbanos.
- Cerca de seis em cada 10 Angolanos (59%) vivem em agregados familiares com ligação à rede eléctrica nacional.
- Entre os que estão ligados à rede, 78% dizem que a sua electricidade funciona "a maior parte do tempo" ou "o tempo todo."
- A combinação das taxas de ligação à rede eléctrica e a sua confiabilidade mostra que menos de metade (47%) de todos os Angolanos usufruem de um fornecimento confiável de electricidade, incluindo apenas 6% dos residentes rurais e 28% dos cidadãos em situação de pobreza extrema.
- A electricidade ocupa o sexto lugar entre os problemas mais importantes que os Angolanos querem que o seu governo resolva.
- Dois terços (66%) dos cidadãos dizem que o governo está a prestar um mau serviço no fornecimento de energia eléctrica confiável. Essa avaliação é particularmente difundida entre os residentes rurais (83%), os sem instrução (79%) e os pobres (74%).