Angola: Dois anos depois das Eleições

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Bandeira Monumento em Angola

Descrição

As eleições em Angola aconteceram em 2017 e um dos slogans de campanha foi o “Combate a Corrupção”. Passados dois anos, os angolanos avaliam o desempenho do governo nesse capítulo e chegam a conclusão de que o desempenho está a ser “mau” ou “muito mau”.

54% é dessa forma que qualificam o desempenho do governo nos primeiros vinte e quatro meses. 14% disseram não ter ainda uma opinião formada e 32% qualificam o trabalho de “Bom” ou “Muito Bom”.

Entre homens e mulheres a avaliação é equilibrada, com 55% dos homens e 54% das mulheres a dizer que o desempenho foi “Mau” ou “Muito Mau”. Tendo em conta as idades dos entrevistados, a faixa etária mais crítica em relação ao desempenho do governo é a que vai dos 46 aos 55 anos, com 57%, seguida da dos 18 aos 25 anos, com 56% de desaprovação, respectivamente.

O inquérito revela ainda que quer no meio urbano, quer no meio rural, a apreciação dos angolanos não difere muito em relação a esse assunto. No meio Urbano 35% das pessoas considera positivo o desempenho do governo nos dois primeiros anos, ao passo que, no meio rural, o número baixa para 27%.

Os dados aqui apresentados são resultado de um inquérito realizado nos meses de novembro e dezembro do ano passado, e que foram divulgados pela Ovilongwa, em julho de 2020. Foram ouvidos 2.400 angolanos em todo o país. «Uma amostra deste tamanho produz resultados nacionais com uma margem de erro de +/- 2 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%», diz a nota de imprensa.

A Ovilongwa, é membro do Afrobarometer que é uma rede de pesquisa pan-africana, uma organização não-partidária, que fornece dados quantitativos fiáveis sobre a vivência e avaliação dos africanos em relação à democracia, à governação e à qualidade de vida.