Angola: Água canalizada ainda é um Privilégio

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Água Canalizada

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O acesso a água nos centros urbanos e periféricos é um desafio com que as autoridades angolanas têm de lidar neste começo do século XXI. Apesar dos esforços até qui feitos, a situação não parece ter melhorado grande coisa.

Um inquérito realizado em finais do ano passado, pela Ovilongwa, revela que sete em cada dez angolanos não têm água canalizada nas suas residências. Nos centros urbanos, há quatro vezes mais possibilidade de haver água canalizada em relação às zonas rurais. Aqui a percentagem cai de 41% para 9%. Uma diferença que deverá ser tida em conta para qualquer estratégia que vise garantir um direito fundamental do ser humano, como é o acesso a água potável.

Os números não param por aí. Um em cada oito angolanos obtém água para consumo a partir de poços ou de chafarizes. 

Quanto mais longe da capital do país mais a situação se torna difícil para as pessoas. A região centro norte é a que mais dificuldades tem, 16%, seguida da região norte, 17%. A região leste de Angola está ligeiramente melhor, com 21% das casas com água canalizada. Entretanto Luanda, capital do país tem números que revelam também preocupação, já que apenas 44% das casas tem água canalizada. 

O inquérito revela ainda que em 2018, mais de um terço dos angolanos ficou várias vezes sem fornecimento suficiente de água, nas suas residências. Revela ainda que apenas 29% teve abastecimento regular de água, nesse mesmo ano.

Os dados deste inquérito foram divulgados a 5 de junho de 2020 e ouviu 2.400 angolanos adultos. A amostra é nacional e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.