Os Angolanos rejeitam as restrições governamentais sobre o direito à informação

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Os Angolanos rejeitam as
restrições governamentais sobre o direito à informação

Quase dois terços (64%) dos Angolanos dizem que os meios de comunicação social devem "investigar e noticiar, com frequência, os erros do governo e os casos de corrupção."

WHAT ANGOLANS THINK

Os Angolanos rejeitam as
restrições governamentais sobre o direito à informação

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de Maio), o Presidente João Lourenço partilhou uma mensagem de felicitações aos profissionais da comunicação social. A mensagem do presidente foi divulgada num contexto nacional marcado por percepções generalizadas de restrições do governo à circulação de informações e censura aos jornalistas. De acordo com a mais recente pesquisa do Afrobarometer, os Angolanos concordam amplamente que a imprensa deve agir como um fiscalizador do governo. Os cidadãos valorizam a liberdade de imprensa e rejeitam a noção de que a informação pública deva ser propriedade exclusiva dos funcionários do governo.

Principais conclusões:

  • Quase dois terços (64%) dos Angolanos dizem que os meios de comunicação social devem "investigar e noticiar, com frequência, os erros do governo e os casos de corrupção."
  • Uma maioria, igualmente, clara (60%) insistem na liberdade de imprensa, enquanto 27% defendem o direito do governo de impedir a publicação de coisas que não aprova.
  • Quase metade (48%) dos Angolanos dizem que os meios de comunicação social do país são "um pouco livres" ou "totalmente livres" para reportar e comentar as notícias sem interferência do governo, mas 43% discordam dessa avaliação.
  • Mais da metade (55%) acham que o público deve ter acesso a informações do governo, enquanto 31% dizem que essas informações devem ser usadas apenas por funcionários do governo e não devem ser compartilhadas com o público.
  • Maiorias mais fortes acreditam que licitações e contratos do governo com empresas (73%), os orçamentos dos órgãos da administração local (73%) e os salários dos professores e dos funcionários dos órgãos da administração local (61%) devem ser de conhecimento público.
  • A televisão e a rádio continuam a ser as fontes de notícias mais populares em Angola. Mas as redes sociais e a Internet seguem logo atrás, especialmente entre os Angolanos jovens e educados.