O descontentamento da juventude angolana é marcado pela preocupação com a saúde, o desemprego, a insegurança alimentar e hídrica

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O descontentamento da juventude angolana é marcado
pela preocupação com a saúde, o desemprego, a insegurança alimentar e hídrica

A saúde, o desemprego, a escassez de alimentos e o abastecimento de água são os problemas mais importantes que os jovens angolanos (com idades entre os 18 e os 35 anos) querem que o seu governo resolva.

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O descontentamento da juventude angolana é marcado
pela preocupação com a saúde, o desemprego, a insegurança alimentar e hídrica

A população angolana é surpreendentemente jovem: Três quartos (75%) dos seus 34 milhões de habitantes têm menos de 30 anos de idade e apenas 3% têm mais de 65 anos (Instituto Nacional de Estatística, 2016). A pesquisa da Ronda 9 do Afrobarometer em Angola, realizado em 2022, fornece dados da situação da juventude no país. Os resultados da pesquisa mostram que os jovens angolanos têm mais educação do que os seus mais velhos, mas também são mais propensos a estar desempregados. A saúde, o desemprego, a insegurança alimentar e o abastecimento de água estão no topo da lista dos problemas mais importantes que a juventude angolana quer que o seu governo resolva.

Principais conclusões:

  • A saúde, o desemprego, a escassez de alimentos e o abastecimento de água são os problemas mais importantes que os jovens angolanos (com idades entre os 18 e os 35 anos) querem que o seu governo resolva.
  • Em média, os jovens angolanos têm mais escolaridade do que os seus mais velhos. Mais de seis em cada 10 jovens (63%) têm o ensino secundário ou universitário, em comparação com 51%, 43% e 27% das coortes progressivamente mais velhas.
  • Mas os jovens também têm maior probabilidade de estar desempregados: Dois terços (67%) dos jovens angolanos dizem que estão à procura de emprego, em comparação com 33%-52% dos inquiridos mais velhos.
  • Mais de metade (52%) dos jovens descreve as suas condições de vida pessoais como "razoavelmente más" ou "muito más."
  • Apenas um em cada 10 jovens avalia positivamente os esforços do governo para criar emprego (10%) e melhorar o nível de vida dos pobres (11%).
  • Apenas cerca de três em cada 10 jovens inquiridos aprovam o desempenho profissional do Presidente João Lourenço (33%) e do seu deputado na Assembleia da Nacional (28%).
  • Os jovens angolanos têm menos probabilidades do que os seus mais velhos de votar nas eleições, contactar os líderes tradicionais e participar em reuniões comunitária.